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Vaticano comemora Centenário das Aparições de Fátima com moeda

Uma moeda de dois euros vai assinalar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima. A informação foi divulgada numa nota do Gabinete Filatélico e Numismático da Cidade do Vaticano.

A moeda, que será lançada no dia 5 de outubro, apresenta a imagem dos “três joveníssimos pastorinhos” diante da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, evocando as figuras de Lúcia dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estes últimos canonizados pelo Papa Francisco a 13 de maio deste ano.

Com uma tiragem de 10 mil exemplares, a moeda tem um peso de 8,50g e diâmetro de 25,75 mm e foi esculpida por Orienta Rossi e gravada por Silvia Petrassi.

Ainda pode transformar escudos em euros

Seis notas de escudo vão prescrever a 1 de janeiro de 2018 e o Banco de Portugal ainda aceita que sejam trocadas por escudos até ao final deste ano. As notas e as instruções para fazer essa troca estão disponíveis no site do Banco de Portugal.

As notas que vão “desaparecer” são as de 10.000 escudos com a imagem de Egas Moniz, as de 5.000 escudos com Antero de Quintal (chapa 2 e chapa 2A), os 1.000 escudos de Teófilo Braga, os 2.000 escudos com a imagem de Bartolomeu Dias e os 500 escudos com a efígie de Mouzinho da Silveira.

As notas poderão ser trocadas nas Tesourarias do Banco de Portugal até ao dia útil anterior à data de prescrição. Na impossibilidade de troca presencial, pode enviar o numerário por correio registado, com valor declarado, para um endereço indicado no site.

No mesmo site estão já referenciadas mais cinco notas que prescreverão no final de fevereiro de 2022.

Em 2016, os portugueses ainda não tinham trocado 19,6 milhões de notas de escudo, o equivalente a 154,7 milhões de euros.

Carlos Lopes, Siza Vieira e as Aparições de Fátima nas moedas da INCM

O herói do desporto nacional, Carlos Lopes, no ano do seu 70º aniversário,  o arquiteto Siza Vieira, retratado por Souto Moura, e o Centenário das Aparições de Fátima são algumas das Moedas Comemorativas que a Imprensa Nacional-Casa da Moeda tem previstas para 2017.

Este ano, pela primeira vez, vai ser produzida em Portugal uma moeda corrente colorida, alusiva aos 150 anos da Segurança Pública, bem como uma moeda de coleção que combina o metal e o acrílico, uma novidade numismática que procura recriar a ampla utilização do ferro e do vidro na arquitetura do século XIX (moeda de coleção Idade do Ferro e do Vidro – Série Europa - Idades da Europa).

As dez moedas foram desenhadas por individualidades das artes visuais contemporâneas, entre as quais, José de Guimarães, Eduardo Aires, André Carrilho, João Fazenda e Luís Filipe de Abreu, dando relevo à arquitetura, à etnografia e ao desporto nacional, entre outros valores e temáticas da cultura portuguesa e internacional.

Em 2017, as moedas de coleção são dedicadas a Álvaro Siza Vieira (série Arquitetura Portuguesa), ao campeão olímpico Carlos Lopes (série Ídolos do Desporto), à rainha D. Maria Bárbara de Bragança (série Rainhas da Europa), ao Centenário das Aparições de Fátima, aos Caretos de Trás-os-Montes (série Etnografia Portuguesa), às maravilhas naturais da ilha da Madeira (série Ibero-Americana), à Idade do Ferro e do Vidro (série Europa – Idades da Europa) e ao tema O Futuro (série Desenhar a Moeda), enquanto as moedas correntes assinalam os 150 Anos da Segurança Pública e do nascimento de Raul Brandão.

Maior moeda de ouro roubada em Berlim

Uma moeda de ouro com 100 quilos e cunhada em 2007 pela Real Casa da Moeda do Canadá foi roubada esta semana do Museu Bode, em Berlim, na Alemanha. Trata-se da maior moeda de ouro do mundo e tem o valor nominal de um milhão de dólares.

Esta peça, que foi incluída no livro do Guiness em 2008, apresenta, numa das faces, o perfil da rainha Isabel II. Na outra está o símbolo nacional do Canadá: a folha de plátano. A moeda é uma série limitada e foi cunhada com ouro puro (99,99%).

O Museu Bode tem uma das maiores coleções de numismática do mundo.

França comemora Rodin com moeda de Euros

A Monnaie de Paris comemora os 100 anos da morte do escultor Auguste Rodin com uma moeda de 2 Euros. O design é inspirado na sua obra mais famosa: O Pensador.

Trata-se de uma escultura em bronze feita em 1904 e que está exposta no Museu Rodin, em Paris. A moeda tem no anverso um pormenor desta obra e a cara do artista. No reverso apresenta o mapa da Europa.

Foram cunhadas 10 milhões de moedas que entrarão em circulação no dia 21 de fevereiro. A Monnaie produziu ainda mais 20.000 exemplares para colecionadores.

Prémio de moeda do ano vai para Itália

Uma moeda de prata de 10 euros de Itália e que assinala os 70 anos de paz na Europa ganhou o prémio de Moeda do Ano 2017.

A distinção será entregue a 4 de fevereiro na World Money Fair que se realiza em Berlim, na Alemanha.

Todas as moedas a concurso foram cunhadas em 2015.

Esta moeda de ouro bate recordes

Chama-se Krugerrand, comemora o 50º aniversário este ano e é uma das moedas mais desejadas pelos colecionadores. Porquê? O seu valor tem vindo a subir de tal forma que se tornou num dos melhores investimentos na África do Sul.

Quem o diz é a Bloomberg, num artigo onde refere que esta moeda de ouro já bateu a performance dos mercados financeiros daquele país, a valorização do preço das casas e até o preço da onça de ouro em dólares.

Originalmente vendida por 35 dólares em 1967, vale hoje cerca de 1200 dólares. O preço do ouro e a depreciação da moeda local foram alguns dos fatores que contribuíram para a sua valorização.

Um tesouro, um piano e a sorte de um afinador

O maior tesouro de sempre em moedas de ouro do Reino Unido foi encontrado no interior de um piano antigo doado a uma escola. A sorte de um afinador foi o azar do casal que teve o instrumento durante 32 anos.

Esta história tem três protagonistas e um acontecimento único. Os primeiros são o casal Megan e Graham Hemmings e o afinador de pianos Martin Blackhouse. O acontecimento é o maior tesouro numismático de sempre encontrado no Reino Unido: 913 Sovereigns (moedas de ouro do século XIX) encontradas no interior de um velho piano cedido pelo casal Hemmings a uma escola.

Durante uma inspeção de rotina, o afinador encontrou o tesouro que Meg e Graham nunca descobriram durante os 32 anos em que o piano esteve na sua posse. Após a descoberta apareceram mais de 50 pessoas a reclamar a propriedade do piano mas nenhuma delas convenceu a Justiça britânica, que decidiu distribuir o tesouro por museus.

As moedas têm um valor estimado de 500.000 libras (cerca de 600.000 euros). O afinador vai receber uma choruda recompensa e o casal Hemmings não receberá um tostão. Mas nem por isso está arrependido.

"Eu não me arrependo de não encontrar as moedas. Temos de celebrar o facto de que elas serão usadas para uma boa causa", disse Graham Hemmings quando o processo judicial chegou ao fim.

Novas moedas do Vaticano sem a figura do Papa

As mais recentes moedas de euro cunhadas para a cidade do Vaticano têm uma novidade:  a tradicional imagem do Papa é substituída pelo seu brasão de armas.

Estas moedas são cunhadas ao abrigo de um acordo entre a União Europeia e a Itália que prevê uma quota especial para o Vaticano. A primeira série anual de moedas papais entrou em circulação em 1 de março de 2002, com a imagem do Papa João Paulo II.

Desde 2002, esta é a quinta alteração no desenho do euro do Vaticano.

Moedas portuguesas e espanholas do século XVI na Namíbia

Português de D. João III semelhante aos encontrados na Namíbia.

 

O CEO da Numisma, Javier Salgado, esteve na Namíbia, em 2014, para colaborar com o Prof. Luís Filipe Thomaz no estudo das moedas encontradas a 1 de Abril de 2008 entre os despojos do “Bom Jesus”, um navio português do século XVI que naufragou em Oranjemund na costa daquele país africano.

Está para breve a publicação do catálogo “O tesouro de Oranjemunde”, uma edição bilíngue em português e inglês do Instituto de Investigação Científica e Tropical de Portugal e do National Museum of Namibia. À época Javier Salgado era membro do conselho científico do BESNUMISMÁTICA.

No navio foram encontradas 2333 moedas de ouro e prata, alguma delas portuguesas como, por exemplo, várias moedas do “Português “ de D. João III. Segundo o jornal Expresso as moedas de ouro portugueses valem cerca de 50 mil euros cada. São apenas 8% das moedas de ouro descobertas nas escavações mas valem 30% do total.

Apollo 11 vai ter moeda comemorativa

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a cunhagem de uma moeda comemorativa dos 50 anos da missão Apollo 11, que se assinalam em 2019. A decisão terá agora de ser ratificada pelo Senado.

O projeto prevê a cunhagem de moedas em ouro e prata que terão, numa das faces, a reprodução de uma foto onde se vê refletida a bandeira dos EUA no visor e numa parte do capacete do astronauta Buzz Aldrin.

A Apollo 11 foi a primeira missão tripulada do programa Apollo que aterrou na Lua, em 20 de julho de 1969. Era constituída pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins.

 “Casa da Moeda” dos EUA debate hobby da numismática

A United States Mint organiza no dia 13 de outubro, em Filadélfia, um encontro para debater o passado, o presente e o futuro do hobby da numismática. A iniciativa servirá também para debater o futuro desta instituição, que fará 225 anos em 2017.

A United States Mint, hoje integrada no Departamento do Tesouro do EUA, é responsável pela produção da moeda corrente, fabricando também moedas comemorativas.

Canadá lança moedas com formato inédito

Duas moedas com um formato que reproduz a bola de futebol americano são a mais recente novidade da Casa da Moeda do Canadá (Royal Canadian Mint). Estão disponíveis para colecionadores em prata e ouro. A primeira tem o valor facial de 25 dólares e segunda de 200.

Bahamas lança nota inédita

O Banco Central das Bahamas lançou uma nova nota de 10 dólares que é a primeira em todo o mundo a usar o selo de segurança Active, desenvolvido pela De La Rue. Trata-se do início de uma nova era na emissão de papel-moeda e a primeira “de uma nova família de notas de banco que serão lançadas nos próximos anos”, afirma a companhia.

A nota tem a imagem de um ex-ministro das Finanças, Sir Strafford Sands, que ajudou a criar a indústria do turismo nas Bahamas e ainda a de um farol emHope Town. O selo de segurança está nos dois lados da nota. Quando se inclina a nota há uma mudança de cores em alguns dos seus elementos.

Moedas de ouro antigas descobertas em Pompeia

Três moedas de ouro antigas foram encontradas por arqueólogos durante escavações em Pompeia, num local que foi uma antiga loja.

A loja estava situada nos arredores da cidade romana que, há 2000, ficou soterrada após a erupção do vulcão Vesúvio. As escavações neste local tiveram início em maio, tendo também sido encontrados um outro artefacto em ouro e um forno para fazer objetos em bronze.

Angola inaugura Museu da Moeda

A história da moeda angolana, desde o Nzimbu ao Kwanza, tem agora um local privilegiado: o Museu da Moeda, inaugurado no início de maio, construído abaixo do solo e que já se tornou numa referência arquitetónica na cidade Luanda.

O Museu é da responsabilidade do Banco Nacional de Angola (BNA) e já foi visitado por mais de 2000 pessoas. Situado na baía de Luanda, pretende dar a conhecer as moedas angolanas usadas nas transações comerciais desde o início da era colonial até aos dias de hoje.

Segundo o site do BNA falar das moedas que existiram antes do Kwanza é uma “uma autêntica viagem no tempo, com importantes e obrigatórias paragens”. Por exemplo, no Nzimbu, pequena concha ou búzio extraída das praias da Ilha de Luanda, ou no Libongo, pequeno pedaço de tecido de várias dimensões e qualidades, feito à base de fibras da palmeira-bordão.

O Museu da Moeda dispõe de uma sala de exposições permanentes e de um auditório com 209 lugares.

Museu do Dinheiro abriu portas em Lisboa

Tem um espólio avaliado entre 10 a 12 milhões de euros, 1200 peças em exposição e conta a história do dinheiro. Interativo, recorre à tecnologia multimédia para mostrar o seu acervo. Chama-se Museu do Dinheiro, é do Banco de Portugal e está situado na antiga Igreja de São Julião, em Lisboa. A entrada é livre.

O museu conta a história do dinheiro em todos os seus aspetos – desde a cunhagem à contrafação - e está dividido em nove núcleos: tocar, trocar, convencionar, representar, narrar, fabricar, ilustrar, testemunhar e revelar.  No núcleo tocar, por exemplo, e de acordo com o descrição no site do Museu, existe uma barra de ouro (acessível ao tato) que é enquadrada pela porta da antiga casa-forte do ouro e contrasta com a imagem “desumana” da exploração mineira no garimpo brasileiro, projetada sobre uma tela de grande formato.

Um outro exemplo: no núcleo fabricar encontramos uma sala “dedicada ao ciclo e à história da produção do dinheiro, descobrem-se minérios, máquinas, chapas de impressão, esboços e desenhos artísticos que estão na origem das moedas e das notas. Os temas aqui abordados vão do conhecimento dos sofisticados sistemas de garantia fiduciária até à visualização microscópica das fibras que compõem as notas”.

O museu tem 1200 objetos em exposição e uma área de 2000 metros quadrados. Dispõe de 140 vitrinas e 12 experiências interativas. No mesmo espaço é também possível apreciar uma parte da Muralha de D. Dinis, descoberta em 2010 nas escavações arqueológicas realizadas durante a remodelação da sede do Banco de Portugal.

Visite aqui o Museu do Dinheiro.

http://www.museudodinheiro.pt

Moeda rara portuguesa em nau de Vasco da Gama

Uma “extraordinária moeda rara chamada Indio” encontra-se entre os objetos retirados dos destroços de uma nau que se pensa ser de Vasco da Gama descoberta ao largo de Omã. É a Blue Water Recoveries (BWR), empresa britânica que trabalha na recuperação de embarcações naufragadas, que descreve a moeda como rara, afirmando que existe apenas uma no mundo.

“A extrema raridade da moeda é tal que tem o estatuto de moeda “perdida” ou “fantasma” de D. Manuel I”, afirma a empresa. A moeda terá sido mandada cunhar por D. Manuel I especificamente para o comércio com a Índia.

A BWR e o Ministério da Património e da Cultura de Omã são os responsáveis pelo projeto de recuperação dos objetos da nau, que se crê ser a Esmeralda, que fazia parte da armada da segunda viagem de Vasco da Gama à Índia, em 1502.

A BWR criou um site específico para o projeto onde estão disponíveis informações e vídeos sobre todas as operações. A nau foi localizada em 1998 mas começou a ser estudada em 2013. Um conjunto de vídeos sobre a recuperação dos objetos, entre os quais a moeda, pode ser visto aqui.

500 quilos de moedas do tempo de Jesus

Um agricultor chinês encontrou no sábado, 27 de fevereiro, quase meia tonelada de moedas do tempo de Jesus, noticiou a imprensa chinesa. Estavam enterradas a cerca de 50 centímetros de profundidade e vão agora ser entregues a museus estatais.

A descoberta ocorreu quando o agricultor estava a fazer as fundações para a construção da sua casa. As moedas já foram analisadas por peritos locais em património. Concluíram que as são do tempo de Wang Mang, oficial da dinastia Han.

As moedas foram encontradas e Xingping, na província de Shaanxi e a família do agricultor já tinha descoberto 80 quilos de moedas semelhantes. Há cerca de um ano um outro agricultor descobriu 60 quilos de moedas com cerca de 1000 anos.

Banco Central do Brasil lançou 36 moedas para os Jogos Olímpicos

O Banco Central do Brasil lançou na sexta-feira, 19 de fevereiro, o quarto e último conjunto de moedas comemorativas do plano numismático dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, que se realizam na cidade do Rio de Janeiro. No total foram lançadas 36 moedas.

Neste último conjunto de nove moedas uma é de ouro, quatro são de prata e outras quatro são de circulação comum. A moeda de ouro (na foto) homenageia o Cristo Redentor e a Tocha Olímpica, símbolo dos Jogos que percorre diversos países até chegar à cidade-sede, onde acende a pira, dando início às competições.

As moedas de prata homenageiam o Rio de Janeiro e as de circulação comum trazem dois dos desportos em que o Brasil tem esperanças de medalha em 2016 - boxe olímpico e natação paralímpica – e apresentam as duas mascotes: Vinicius, a mascote Olímpica, e Tom, a Paralímpica.

Segundo informação publicada no site da instituição todos os projetos de moedas foram desenvolvidos pelas equipas do Banco Central e da Casa da Moeda do Brasil, com o suporte técnico do Comité Organizador dos Jogos Olímpicos. As moedas são produzidas pela Casa da Moeda do Brasil.

Moedas com mais de 2000 anos apreendidas na Índia

As autoridades indianas anunciaram que oito das 539 moedas antigas apreendidas em operações realizadas em outubro do ano passado e já em janeiro último têm mais de 2000 anos.

As informações foram divulgadas na semana passada após o Archaeological Survey of India (ASI) ter confirmado que as moedas tinham um grande valor histórico, sendo algumas delas da era indo-grega.

As 539 moedas foram apreendidas pelos serviços alfandegários da Índia a pessoas que viajavam por estrada e comboio do Paquistão para território indiano.

Moedas com 1600 anos encontradas em Israel

Moedas com as imagens de dois imperadores romanos rivais, Constantino e Licínio, foram descobertas, em Israel, num navio submerso junto a um porto antigo da Cesárea.

A notícia foi divulgada pela Autoridade de Antiguidades de Israel que classificou a descoberta como o maior conjunto de objetos descobertos no fundo do mar nas últimas três décadas. Além das moedas, foram também encontradas estátuas de bronze, âncoras de ferro e madeira e jarras.

As moedas têm a imagem do imperador Constantino, o Grande (274-337) e do seu rival Licínio, imperador que governou a parte leste do império Romano entre 308 e 324.

Milhares de moedas Romanas encontradas em Sevilha

Um “conjunto único e com pouquíssimos paralelos na história do Baixo Império Romano”. Foi assim que Ana Navarro, diretora do Museu Arqueológico de Sevilha, descreveu os 600 quilos de moedas Romanas encontradas no final de abril, perto daquela cidade espanhola.

As moedas estavam depositadas em 19 ânforas e foram descobertas durante umas obras que decorriam num parque em Tomares, a 10 quilómetros de Sevilha. Têm no anverso a figura dos imperadores Maximiano ou Constantino e no reverso diversas alegorias romanas, como a abundância, disse a diretora do museu, citada na imprensa espanhola.

A maioria das moedas são de bronze mas há também algumas banhadas em prata. A maioria “está em flor de cunho” afirmou Ana Navarro. Os 600 quilos de moedas estão depositados no Museu Arqueológico de Sevilha e os primeiros trabalhos centram-se na sua limpeza e estabilização em matéria de conservação.

Seguir-se-á a respetiva catalogação, ficando depois à disposição dos investigadores especializados no período da Antiguidade, antes da sua provável exposição ao público. As moedas são dos séculos III e IV depois de Cristo.

Esta não é a primeira vez que são descobertos tesouros históricos na região. De acordo com o jornal El Correo de Andalucia há 58 anos anos foi encontrado no município de Camas, a três quilómetros de Sevilha, o Tesouro del Carambolo, um conjunto de peças de ouro e cerâmica de origem fenícia.

INCM lança nove moedas comemorativas em 2016

Eusébio, o Museu do Dinheiro, o Cante Alentejano, o Lince Ibérico, a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e a Ponte 25 de Abril são alguns dos temas das moedas comemorativas que a Imprensa Nacional-Casa da Moeda lançará em 2016.

O plano para este ano foi apresentado no último dia de março e marca uma viragem na prática seguida até hoje. Em 2016, pretende-se dar relevo “a valores e temáticas da cultura nacional e universal, ajustadas aos tempos modernos, representando a criatividade e a excelência das artes visuais portuguesas", afirmou a INCM em comunicado.

Além de novas temáticas, a empresa convidou também artistas como Joana Vasconcelos e André Carrilho para conceber algumas das moedas do plano. A primeira assina a moeda que assinala a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos e o segundo a que é dedicada a Eusébio.

O movimento intelectual do Modernismo, no qual participaram entre outros, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Eduardo Viana e Mário Eloy, a rainha D. Catarina de Bragança, que se casou com o rei Carlos II de Inglaterra, que surge no âmbito da série “Rainhas da Europa” e o Figurado Cerâmico de Barcelos, na série “Etnografia Portuguesa”, são outras moedas a emitir no âmbito do plano.

Esta poderá ser a mais antiga nau portuguesa descoberta

Ilustração da armada de Vasco da Gama de 1502, no “Livro de Lisuarte de Abreu”

 

O Ministério do Património e da Cultura de Omã anunciou ontem ter encontrado Esmeralda, quase 20 anos após a primeira expedição ao largo da ilha Al Hallaniyah.

David L. Mearns, responsável pela empresa britânica Blue Water Recoveries, procura em Lisboa um português chamado António Camarão. Estávamos em 1997 e em causa estava Esmeralda, nau da armada de Vasco da Gama a caminho da Índia, que terá naufragado em 1503. Era comandada por Vicente Sodré. Também São Pedro, nau comandada pelo irmão de Vicente, Brás, terá submergido ao fundo do mar na mesma altura.

Mearns queria saber onde estavam as embarcações. Em 1998 desceu com dois mergulhadores ao fundo do mar. Ontem, o Ministério do Património e da Cultura de Omã confirmou a descoberta das duas embarcações.

Os navios foram encontrados ao largo da ilha Al Hallaniyah. Mas só hoje terá lugar a conferência de imprensa em torno da descoberta que, a verificar-se, “antecede o naufrágio ibérico mais antigo em 30 a 50 anos”.

Já Filipe Castro, professor de Arqueologia Subaquática na Universidade do Texas A&M, afirma que, a confirmarem-se as informações ontem veiculadas, Esmeralda “será a nau portuguesa mais antiga descoberta até agora ganhando, por isso, uma enorme importância”.

O académico avisa, contudo, que este tipo de descobertas, “quando caem assim de repente na imprensa, nove em cada dez vezes é mais um navio do Colombo”. Todavia, afirma que não lhe parece inverosímil que se trate de facto de Esmeralda e dos seus já anunciados 2800 artefactos descobertos.

Entre os mais importantes, está um disco de liga de cobre com o brasão real e uma esfera armilar, emblema pessoal de D. Manuel I, um sino de bronze que data o navio de 1498 , e uma raríssima moeda de prata - um Índio -, que o monarca terá mandado fazer e do qual só existirá mais um exemplar em todo o mundo. Tudo o mais saber-se-á na conferência de hoje em Mascate, cidade que, tomada por Afonso de Albuquerque em 1507, chegou a ser a maior base da armada portuguesa no Médio Oriente.

António Camarão, formado em História e com uma pós-graduação em Arqueologia Subaquática, recordou ao DN os dois anos a estudar o possível paradeiro dos navios: do Livro de Lisuarte de Abreu às obras de Diogo do Couto, do “arquivo histórico ultramarino, fundos reservados da Biblioteca Nacional, Torre do Tombo, arquivos da Índia, nomeadamente Goa, até informações dos otomanos”.

E descobriu o sítio do naufrágio. Acompanhado pelos mergulhadores Lyle Craigie Halkett e Alex Double, em 1998, via, no fundo do mar, “balas de pedra na superfície do recife, um prato em prata, ou um prumo, que deve ser o mais antigo encontrado até hoje”. Com Camarão fora do projeto a partir de 1999, as novas expedições só aconteceram em 2013 e nos dois anos seguintes.

“Os [irmãos] Sodré”, diz, “foram apanhados pela tempestade por teimosia. Os árabes avisaram que vinha mau tempo. Parte da esquadra passou para a costa este da ilha e safou-se. Eles não quiseram, porque era ali que costumavam ir os árabes e os chineses fazer tráfego de mercadorias”.